Crítica

DISFORIA | Longa brasileiro faz construção psicológica entre o real e o imaginário (Crítica)

Disforia é um filme nacional de Lucas Cassales esse é o primeiro longa do diretor, que já é conhecido por alguns curtas. No filme, podemos notar o clima tenso desde o primeiro take, os tons sóbrios estão sempre presentes, criando a tensão da história. A trama se desenvolve lentamente, uma escolha bastante interessante do diretor, os personagens são inseridos sem muita correria.

A fotografia escura, os planos longos e o pouco diálogo torna o filme por diversas vezes um pouco arrastado, claro que tudo isso é intencional, tudo para uma sensação de desconforto e temor no espectador.

A história começa com Sofia sofrendo algum tipo de surto e se machucando, vale ressaltar que isso não é dito logo de primeira, o que começa a intrigar a quem assiste, justamente cabe a todo o clima nós fazer entender que algo não esta bem.

Logo após, Dário é introduzido como um psicólogo que tenta esquecer seu passado complicado, algo que já nos é mostrado mesmo que superficialmente. Sendo assim, os momentos que os dois personagens se encontram em cena é sempre para alavancar a história ao horror psicológico.

O longa progride desta forma, deixando várias dúvidas mas sem nunca apontar realmente uma conclusão. Por algumas vezes fica para Paolo (Vinicius Ferreira), pai de Sofia, trazer algumas explicações a trama. Através de vídeos e flashbacks, que mostram ele e sua falecida esposa, o filme acaba dando algumas dicas ao espectador.

Devo confessar que em certas cenas esses vídeos mais atrapalham do que ajudam, algo que deixou bem perceptível que era intencional, pois justamente a  construção psicológica entre o real e o imaginário é a grande jogada do longa.

Veredito

O diretor consegue criar uma atmosfera intensa em Disforia, apesar de que em alguns momentos exista uma quebra de ritmo, o filme constrói um bom suspense. Outro ponto que deixa a desejar é um personagem marcante, que faça a história alavancar e cative o espectador.

Apesar dos pontos falhos, o terror psicólogo e jogada de mexer com imaginário, fazendo o público duvidar do que seja ou não real, por aí só faz o filme valer bastante a pena de se assistir.

Onde assistir?

Devido à pandemia de Covid-19 o filme está disponível em plataformas on demand e no serviço de streaming Looke, é possível alugar por R$ 9,99.

Sinopse: 

Depois de um tempo longe de sua profissão por conta de um trauma pessoal, o psicólogo Dário (Rafael Sieg) volta a atender seus pacientes. A primeira pessoa que entra em sua agenda é Sofia (Isabella Lima), uma misteriosa criança de 9 anos de idade que desperta sentimentos curiosos e um tanto conflitantes em todos que a circundam. Ao longo do tratamento da menina, Dário volta a ter as sensações de agonia e aflição que ele não esperava que voltassem à tona. 


Trailer:

 

Disforia

7.5

Nota para o filme:

7.5/10

Prós

  • Bom suspense
  • Abordagem da História
  • terror psicológico que faz mexer com o imaginário

Contras

  • Trama um pouco arrastada
  • Faltou personagens cativantes

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