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DOOM: ANNIHILATION | Um filme para nos lembrar a definição de loucura (Crítica)

Doom: Annihilation 2019 é uma mistura de ideias de vários filmes do gênero, mas infelizmente só utilizaram ideias ruins aqui. Seja o subtitulo do segundo filme de Mortal Kombat, o esquadrão de elite de Doom: A porta do inferno (Doom) 2005, o ambiente cheio de zumbis de Resident Evil: O Hóspede Maldito (Resident Evil) 2002, ou o estilo de produção com baixa qualidade de Uwe Boll. Esse filme conseguiu a façanha de entrar para minha lista pessoal de piores filmes de 2019, e olha que esse ano eu assisti muita porcaria. Talvez o maior defeito dessa encarnação de Doom fora dos videogames seja que, diferente de sua contraparte original, ela consegue ser previsível e maçante.

(Imagem Promocional: Doom: Annihilation – Universal Pictures)

Enredo

Mais uma vez vemos a história de Doom totalmente descaracterizada, com roteiristas que provavelmente nunca jogaram nenhum game da série. A impressão é que, após ler um resumo na Wikipédia, os roteiristas pegaram os elementos que mais gostaram e escreveram sua própria história por cima. A história aqui é sobre um laboratório em uma das luas de marte, que está testando um teletransporte alienígena, até o experimento dar errado. Após somos apresentados à protagonista Joan Dark (Amy Manson), e seus companheiros fuzileiros da UAC, que estão em uma nave com destino ao laboratório. Ao chegar eles descobrem que, o que seria uma simples troca de pessoal, agora é uma batalha para permanecer vivo e descobrir o que aconteceu.

(Imagem Promocional: Doom: Annihilation – Universal Pictures)

Arte

Talvez um ponto de destaque de Doom: Annihilation, seja que ele resiste ao clichê de utilizar uma fotografia exageradamente escura, algo comum do gênero. Permitindo que você consiga entender o que está acontecendo a maior parte do filme, embora esse pareça um ponto positivo aqui. A verdade é que, talvez o filme se beneficiasse mais com cenas com iluminação praticamente inexistente. Pois somente assim, os figurantes dentro das roupas de monstro feitas de borracha e os efeitos especiais em CGI, ficariam menos ridículos. E por falar em efeitos em CGI, eles parecem saídos de uma série de TV do início dos anos 2000. Outro ponto negativo no filme é a quantidade de monstros que aparecem, sendo basicamente apenas 2 tipos de criaturas, das dezenas que existem nos jogos.

(Imagem Promocional: Doom: Annihilation – Universal Pictures)

Som

Esse é talvez o único ponto positivo de Doom: Annihilation, embora não seja espetacular, o som do filme é apresentado de forma competente. Com uma trilha sonora que funciona, e efeitos bem mixados que tentam desesperadamente convencer o espectador que as cenas de ação não são vergonhosas. Esse talvez seja um bom filme para se assistir de olhos fechados, embora qualquer imersão se acabe quando você começar a ouvir os diálogos canastrões.

(Imagem Promocional: Doom: Annihilation – Universal Pictures)

Atuações

Com certeza Doom: Annihilation apresenta vários fortes candidatos, aos prêmios envolvendo atuação, na próxima cerimonia do framboesa de ouro. As melhores atuações aqui são medíocres, e as piores são realmente canastronas. E nesse quesito podemos citar facilmente a própria protagonista Amy Manson, que parece não ser capaz de expressar emoções direito no filme. Mas quem rouba cena nesse quesito é Dominic Mafham, que interpreta o cientista Dr. Malcolm Betruger, embora o roteiro não ajude o personagem de Mafham. Sua atuação canastrona criou vários momentos de comédia involuntária durante o filme, e a impressão que temos é que seu cachê foi pago em tubaína.

Ao assistir Doom: Annihilation fica claro o porquê dos produtores decidirem não lançar esse filme nos cinemas, e lançar diretamente em Bluray de forma limitada. E porque até a desenvolvedora do jogo de onde Annihilation se baseia, fez questão de deixar claro que não tinha nenhum envolvimento com esse projeto. Ele é a definição de loucura, que dizem ser, o ato de fazer a mesma coisa repetidamente esperando resultados diferentes. Ele traz os mesmos problemas de seu antecessor Doom: A porta do inferno, e ainda consegue trazer problemas até de outros filmes. Tudo isso esperando fazer sucesso desta vez, mas a verdade é que Doom: Annihilation é até inferior ao filme anterior da franquia. Meu conselho é, não perca seu tempo com essa porcaria.

Nota: 1 / 5

Trailer:


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