Crítica

HE-MAN E OS DEFENSORES DO UNIVERSO | Um clássico eterno! (Crítica da Animação)

Eu sou He-Man. O homem mais forte do universo.

Salve rapiaziada. Marcos Neves aqui, o mestre do terror e dos games. Bora de filosofia agora? Muitos fãs curtiram a matéria sobre a She-Ra e eu pensei: por que não ir mais longe? Mas para fazer isso teremos de fazer uma extensa pesquisa, afinal estamos falando de um dos maiores sucessos dos quadrinhos.

Eu ia adotar um tom zoeira mas estamos falando aqui de uma das séries mais bem sucedidas de fantasia já feitas. Por incrível que pareça a franquia foi criada com base em uma linha de brinquedos (ou action figures, que é como eles chamam lá fora), estou falando de Mestres do Universo (Masters of the Universe, Mattel, 1980), originalmente criada para ser uma epifania entre Conan e Star Wars. Sim seria um pouco dos dois.

Os dois responsáveis foram o designer de produção Mark Taylor e o criador de fato, que fez o molde com gesso baseado em outro boneco da empresa, o designer Roger Sweet. Na época quase suas criações não vieram a vida e o motivo foi uma briga judicial com o estúdio Universal por um processo de plágio. Foi alegado que a criação de Sweet pode ter copiado o filme de Arnold Swarzenegger. Mas isso acabou não sendo provado e assim uma das maiores franquias de fantasia vieram a tona.

O clássico que surgiu de uma linha de brinquedos.

Anos depois após o sucesso dos brinquedos, a Mattel encomendou uma série animada, que se tornou um clássico eterno. He-Man e os Defensores do Universo (He-Man and the Masters of Universe, Filmation/Mattel/Dreamworks Animation, Hal Sutherland e Lou Scheimer, 1983) é até hoje um marco no gênero. Disponível hoje apenas em caros Blue Ray Discs e DVDS, não envelheceu um mísero dia e continua a ser um modelo para o que chamamos ainda de fantasia.

A história ainda é um modelo no gênero. No planeta Etérnia (o mesmo de She-Ra) existe um príncipe chamado Adam (completamente aos moldes de um outro aristocrata de capa) que esconde um segredo. Aparentemente um rapaz comum e sem atrativos, além da realeza, na verdade é o protetor mágico de um castelo encantado. Esse castelo é vigiado por uma bruxa poderosa e metamorfa (tem o poder de se transformar em pássaro), chamada de Feiticeira (a arte imita a vida).

Quando em posse de seu artefato mágico, a Espada do Poder, o jovem Adam é transportado para os portões de um castelo místico e ao proferir:

Pelos poderes de Greyskull!

Ele se transforma em He-Man, o homem mais forte do universo. Juntamente com animal de estimação, o velho tigre Pacato, que se transforma no Gato Guerreiro, e com a ajuda de seus colegas, a guerreira (e #censurado#) Teela, o inventor e mestre de armas Mentor e o aprendiz de mago e alívio cômico, Gorpo. Juntos eles combatem os planos do mestre das feras, o necromante agora conhecido como Esqueleto. Seu objetivo é conquistar o Castelo de Greyskull o que lhe daria poder suficiente para conquistar todo o universo.

Esqueleto, um dos vilões mais sórdidos de todos os tempos.

O show, foi um sucesso. Baseado na mitologia nórdica e greco-romana, Masters of the Universe se tornou uma verdadeira febre no mundo inteiro. Com duas temporadas de 65 EPISÓDIOS CADA (putz), a série se tornou um marco e alavancou o gênero de fantasia e RPG (achou que eu não ia falar certo) no mundo inteiro.

He-Man fez tanto sucesso que ganhou um filme, Masters of the Universe, que mesmo sendo considerado uma bomba, se tornou um clássico cult. Suas histórias ainda vazaram para os quadrinhos com argumento de feras como J. Michael Straczynski e Keith Giffen (a lendária Liga da Justiça da América), sendo publicadas pela DC Comics e muito respeitadas nos EUA.

Uma série que transcendeu barreiras e se tornou uma das mais respeitadas de todos os tempos.

O seriado acerta até hoje no tom cartunesco, com mudanças propositais de cenário e movimento. Ainda hoje no século XXI, não há nada parecido. A criatividade dos produtores e roteiristas não pareciam ter fim. A decisão de fazer o herói quase um astro de luta-livre telecatch (como WWF e WCW) na maneira como conduzia a coreografia das lutas, acertou a meninada em cheio. Até hoje garotos brilham os olhos ao ver as peripécias do personagem, que conta também com um dos melhores vilões de todos os tempos.

O vilão Esqueleto, fazia parte de uma conspiração interplanetária. Originalmente um servo do Rei Randor e a Rainha Marlena (a explicação só veio no reboot da Cartoon Network em 2002), após uma tentativa frustrada de tomar o poder se tornou o algoz do planeta inteiro. Comandando o exército das feras jurou que iria eliminar (é mano, esse é mau de verdade) He-Man e seus amigos e tomar o Castelo e todos os seus segredos. Com o auxílio de Hordak, o lorde vampiro e mestre da Horda (e também o vilão clássico de She-Ra), dominar todo o universo. Skeletor foi baseado em Darth Sidious, o Imperador Palpatine e mestre de Darth Vader em Star Wars.

É um vilão caricato, mas que nunca esconde sua maldade. Sua dublagem no Brasil é lendária e o tornou em um mito. O duelo entre os pontos de vista dos dois personagens fecha com chave de ouro a série.

Enfim ao falar dessa série e de sua franquia estamos tocando em uma das marcas de fantasia mais famosas de todos os tempos. Clássicos nunca envelhecem (a Xuxa que o diga) e mesmo 40 anos depois segue sendo uma das mais respeitadas histórias e não é a toa que vem aí um filme (de Kevin Smith) e uma nova série a ser produzida pela Dreamworks e Netflix.

Com o sucesso de She-Ra uma nova série vem aí.

He-Man e os Mestres do Universo

10

Nota para o seriado:

10.0/10

Prós

  • Pioneirismo nas cenas de luta
  • Até hoje brilha os olhos dos pequenos
  • Personagens marcantes com personalidade
  • Um vilão terrível e inesquecível
  • Uma trilha sonora orquestrada e até hoje brilhante

Contras

  • Lições de moral caricatas até pra época

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