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HEBE | Uma gracinha de minissérie (Critica)

A Globoplay colocou no ar a minissérie em 10 episódios sobre a biografia de Hebe Camargo, no qual a Globo havia produzido também um filme tendo a atriz Andréa Beltrão no papel-título.  

Para quem não sabe, Hebe Camargo era uma cantora nos anos 40 que entrou na televisão desde a primeira transmissão, inclusive ela que iria cantar o Hino da Televisão Brasileira, que tem como letra do poeta Guilherme de Almeida, mas por não gostar muito dessa musica, ela convenceu a sua recém-amiga Lolita Rodrigues a cantar em seu lugar.

Em sua primeira tentativa de ser apresentadora, a primeira-dama da TV foi escorraçada por muitos ao falarem que ela não tinha perfil para televisão. Ela mudou seu visual de morena para loira e tentou novamente, ai acabou conquistando o público com a sua irreverência e se tornando a maior apresentadora do país.

A minissérie tem aquele viés romantizando sobre a vida da apresentadora, e como não tem como negar, Andréa Beltrão ficou muito com o jeito da Hebe. A história da produção aborda muitos fatos que foram vivido pela apresentadora em toda a sua carreira, um em especial que eu não gostei nem um pouco foi a pouca participação de Silvio Santos, chamaram um ator muito bom, o Daniel Boaventura, porém, ele não fez nenhum dos trejeitos do apresentador e teve somente uma única cena.

Outra coisa que teve um bom estudo foram as entrevistas da Hebe, todas as que apareceram na série foram exatamente do mesmo jeito que na vida real, se você buscar no Youtube vai encontrar todas essas entrevistas.

A produção apresenta momentos marcantes da TV brasileira e também da carreira de Hebe, como a apresentação dela com o Grupo Menudos, ela brigando com o seu diretor pois a Band não pagava todos os funcionários de seu programa e a ditadura queria que ela fizesse o programa gravado e não ao vivo como ela sempre fez. Vemos também ela com 14 anos trabalhando de empregada doméstica para uma tia de sua mãe, o seu envolvimento com um produtor musical que a engravidou e ela abortou esse filho, e por fim o início de sua carreira na TV sendo que sua imagem esteve na primeira transmissão televisiva do Brasil e o seu primeiro e clássico selinho em um artista foi com a Rita Lee, na minissérie acaba colocando que foi com o rei Roberto Carlos, que nunca foi em seu programa no SBT e ele foi na casa da musa quando ela estava na RedeTV! antes de sua morte.

Além de explorar um bom enredo histórico do Brasil e da apresentadora, a minissérie aborda o lado humano da Hebe, como o figurino usado na produção, que foi tirado do próprio acervo da apresentadora. Outra coisa interessante que no show ela aparece bebendo somente whisky, sendo que na realidade ela só bebia cerveja, pois não gostava de whisky. A atuação da Andréa Beltrão foi uma das melhores performances que já vimos da atriz, uma coisa é criar um personagem e outra é ter os trejeitos de uma pessoa que existiu e ter uma atuação fidedigna dessa pessoa, isso é difícil e vimos que a atriz estava inspirada e teve uma das melhores atuações de sua vida.

Outra coisa que também não podemos negar é a boa atuação de Dalton Mello como Carlos, o sobrinho e empresário da Hebe. O elenco todo foi muito bem selecionado para todas as situações, os cenários tanto do programa da Hebe como os do outros programas que ela participou como o Roda Viva, que na época era apresentado pela Marília Gabriela e o Jô soares 11 e meia no SBT foram bem fiéis.

A minissérie é apaixonante e para quem é fã da Hebe, como a minha mãe, ou quer saber como foi o inicio peculiar da carreira da apresentadora irá curtir demais, vale a pena conferir está incrível produção brasileira.


Trailer:

Hebe

7

Nota para a minissérie:

7.0/10

Prós

  • Boas Atuações
  • Ótimo elenco
  • Marcações de Épocas
  • Abordagem da História

Contras

  • Cenas muito Romantizadas
  • Faltou maior presença do Silvio Santos

Marcos Serafim

Um jovem amante de Tokusatsu há 30 anos, apaixonado por games, Dragon Ball e Zohan

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