Crítica

JUDY: MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS | Judy Garland sob outro ponto de vista (Crítica)

Judy: Muito Além do Arco-íris (Judy) 2019, é a cinebiografia que retrata o período final da carreira da atriz e cantora, Judy Garland, interpretada aqui de forma brilhante por Renée Zellweger. Talvez o ponto alto deste longa seja justamente sua protagonista, que inclusive foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 2020 além de abocanhar diversos importantes prêmios internacionais de Melhor Atriz, como o Globo de Ouro e o SAG de 2020. O filme surfa na atual onda de cinebiografias que ganhou força com Bohemian Rhapsody 2018, e tem Rocketman 2019, como outro representante recente.

(Imagem Promocional: Judy: Muito Além do Arco-Íris – Paris Filmes)

O enredo do longa começa nos apresentando a juventude de Judy, com a jovem tendo que enfrentar os dilemas da adolescência enquanto vive uma rígida rotina como atriz. Depois de nos ambientar sobre o passado da personagem principal, somos jogados no futuro, onde já vemos uma Judy adulta e decadente, fazendo uma apresentação com seus dois filhos pequenos, por não ter onde deixá-los. Em função disso as crianças acabam indo ficar com seu pai, e Judy parte para Londres em busca de dinheiro para poder recuperar seus filhos, e dar a eles uma vida estável. Daqui o filme foca em mostrar a batalha da estrela, para vencer seus vícios e medos, e assim recuperar sua carreira.

Visualmente o longa é o que se espera dos filmes do gênero. Nada de efeitos visuais tecnicamente impressionantes, uma fotografia meio desbotada muito sem graça, e uma direção de arte que se esforça para ambientar tudo nos anos 60. O filme segue fielmente a cartilha das cinebiografias, e com isso acaba criando uma estafa visual, devida a quantidade de outros longas visualmente idênticos, e do mesmo gênero. No fim o produto final nesse sentido, é preguiçoso e parece ter medo de inovar.

(Imagem Promocional: Judy: Muito Além do Arco-Íris – Paris Filmes)

No entanto, se por um lado o filme peca no lado visual, ele acerta em cheio no lado sonoro. A edição e mixagem de Judy: Muito Além do Arco-íris estão muito competentes, especialmente no que se refere as canções. O longa conta com várias partes cantadas pela protagonista e nossa, essas partes são de tirar o folego. Em vários momentos o espectador consegue se sentir transportado às primeiras fileiras das apresentações de Judy, de tão bem-feita que está a parte sonora do filme.

Quanto as atuações, bom como já dito antes, esse filme é de Renée Zellweger para Renée Zellweger. Ela simplesmente entrega a atuação de sua carreira nesse longa, e por isso tem sua merecida indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Mas é importante destacar que o filme conta com outras excelentes atuações como a jovem Judy de Darci Shaw, que faz um trabalho sensacional, e que se continuar assim certamente também ainda ganhará sua própria indicação ao Oscar no futuro. Outro excelente trabalho vem de Jessie Buckley como Rosalyn Wilder, uma espécie de assistente de Judy em Londres.

(Imagem Promocional: Judy: Muito Além do Arco-Íris – Paris Filmes)

Judy: Muito Além do Arco-íris é uma cinebiografia extremamente bem-feita em alguns quesitos, embora deixe a desejar em outros. O longa parece feito para promover Zellweger, que havia sumido do meio já fazia algum tempo, e agora retorna com força total! Se você curte uma boa cinebiografia, um drama de famosos ou só quer conferir boas atuações, neste caso Judy: Muito Além do Arco-íris é com certeza um prato cheio para você!

Judy: Muito Além do Arco-Íris 2019

7

Nota para o filme:

7.0/10

Prós

  • Renée Zellweger está magnifica
  • Belas canções do repertório de Judy Garland
  • Tecnicamente bem feito

Contras

  • Visualmente sem graça

Nelson Reverso

Nerd raiz, da época que o termo era xingamento. Amante do cinema especialmente o trash, games e cultura POP. Trekkie, maluco por ficção cientifica. E totalmente politicamente incorreto.

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