Crítica

MEDO PROFUNDO: O SEGUNDO ATAQUE | Tubarões que levam o medo por água abaixo! (Crítica)

Embora tenha uma premissa interessante, de levar 4 adolescentes para ruínas submersas, onde devem enfrentar tubarões famintos. Medo Profundo: O Segundo Ataque (47 Meters Down: Uncaged) 2019, falha em criar uma narrativa minimamente convincente para levar as protagonistas até o monstro. Além de contar com efeitos visuais bem defasados para um filme lançado em 2019, os tubarões antagonistas e verdadeiras estrelas do filme, parecem modelos de jogos da segunda metade dos anos 90. E é com efeitos visuais de baixo custo e um roteiro sem noção, com direito até a música que pode ser ouvida embaixo da água, que Medo Profundo: O Segundo Ataque tenta vender seu peixe.

(Imagem Promocional: Medo Profundo: O Segundo Ataque – Paris Filmes)

Enredo

As irmãs adolescentes Mia (Sophie Nélisse) e Sasha (Corinne Foxx), estão vivendo a típica crise da mudança, desde que tiveram que se mudar para o México pois seu pai mergulhador está ajudando a explorar ruínas maias submersas, recém-descobertas. Quando saem com as amigas Alexa (Brianne Tju) e Nicole (Sistine Stallone), o grupo acaba em uma das entradas do sítio arqueológico, e usando o equipamento de mergulho deixado pelo pai de Mia e Sasha, as meninas decidem se aventurar nas ruínas. Tudo vai bem, até que um desmoronamento fecha o caminho de volta e libera a entrada de tubarões no local. O que era um passeio, agora se torna uma luta frenética pela vida, enquanto procuram outra saída antes do oxigênio acabar.

Arte

O longa aposta na tradicional fotografia escura com lanternas para retratar as cavernas submersas, e os ângulos de câmera passam uma sensação forte de claustrofobia. Quanto aos efeitos visuais, são quase todos feitos por computador e tem uma qualidade muito baixa. Os tubarões estão muito artificiais e ao invés de causar medo acabam sendo involuntariamente cômicos, como se fossem tão mal feitos de proposito.

(Imagem Promocional: Medo Profundo: O Segundo Ataque – Paris Filmes)

Som

Esse era um quesito que o filme deveria tirar de letra, afinal, por se passar debaixo da água os únicos sons importantes seriam os do sistema de comunicação das máscaras de mergulho. Mas parece que até nisso a película consegue se enrolar, mostrando sons se comportando debaixo da água como se estivem em terra. De resto a mixagem e efeitos cumprem bem seu papel, já que são pouco exigidos.

Atuações

Medo Profundo: O Segundo Ataque conta com a participação da filha do ator Sylvester Stallone, Sistine Stallone. Mas infelizmente não temos muita chance de ver a atuação da menina, já que tudo que vemos dela são suas pernas por trás, enquanto ela nada, e é isso que ela faz em quase todo o seu tempo de tela. Quanto ao restante das atuações, não temos nenhuma legitimamente canastrona, mas quase todos os atores entregam personagens mornos e quase sem vida.

(Imagem Promocional: Medo Profundo: O Segundo Ataque – Paris Filmes)

Se você curte filmes de tubarão e não se importa que sejam meio toscos, Medo Profundo: O Segundo Ataque é o filme perfeito para você. Com tubarões malvados, caçando belas meninas em roupa de banho. Caso esse tipo de filme não seja sua praia, então faça como o Batman e carregue seu repelente de tubarão enquanto passa bem longe desse filme.


Trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=amQx_Dq9JAU

Medo Profundo: O Segundo Ataque 2019

4.5

Nota para o filme:

4.5/10

Prós

  • Tubarões
  • Cenários interessantes
  • Eu já falei que tem tubarões?

Contras

  • Efeitos visuais feios
  • Roteiro forçado
  • Involuntariamente cômico

Nelson Reverso

Nerd raiz, da época que o termo era xingamento. Amante do cinema especialmente o trash, games e cultura POP. Trekkie, maluco por ficção cientifica. E totalmente politicamente incorreto.

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