CríticaEquipe Protocolo XP

MOXIE: QUANDO AS GAROTAS VÃO À LUTA | A consciência coletiva das garotas (Crítica)

Amy Poehler surpreende na direção de dramédia na Netflix

Fala Protocoleiros, hoje vamos de Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta, da queridinha Netflix. romance adaptado de Jennifer Mathieu, onde conta uma história de uma adolescente sobre o empoderamento feminino, buscando valorizar o que une as protagonistas de uma perspectiva leve. Estamos diante de um filme que busca equilibrar o drama e a comédia em todos os momentos, mas também tenta se conectar tanto com o público adulto quanto com aqueles que têm a mesma idade de seus protagonistas e esse movimento mais arriscado acaba se saindo relativamente de forma bem graciosa.

Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta -Netflix / Foto: Divulgação

A primeira coisa a esclarecer sobre Moxie é que não é um filme incisivo. Os tópicos que aborda, ou pelo menos alguns deles, se prestam a uma abordagem mais corajosa da história, mas na hora certa, o roteiro assinado por Tamara Chestna e Dylan Meyer opta por uma fórmula uniforme que busca mais a cumplicidade do espectador e fornece um elemento uniforme para o todo do que qualquer outra coisa. Esta aposta não tem necessariamente nada de negativo, pois estabelece um enquadramento muito claro que consegue dar uma maior unidade ao filme, permitindo a Amy Poehler oscilar entre o dramático e o cómico sem mudanças bruscas. Em troca, Moxie nunca se torna realmente divertido e em seu lado mais emocionante ele cumpre, mas de uma forma talvez muito plácida para os ingredientes que manipula.

Em outras palavras, Moxie tem sucesso no geral, limitando-se ao concreto e quando se trata de abordar questões mais espinhosas, falta impulso, preferindo utilizá-las como forma de aprofundar aquele sentimento de união feminista que está na base do filme do que quando se trata de investigá-las com autêntica propriedade. Isso é algo que fica mais evidente em seu trecho final, pois até então a aposta do filme é satisfatória, conseguindo tanto mostrar essa empatia crescente entre seus protagonistas quanto para alguém se interessar por eles e tomar um certo carinho por eles.

Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta -Netflix / Foto: Divulgação

Tudo começa com uma nova aluna que chega a uma escola secundária e não está disposta a tolerar a cultura tóxica e sexista que ali prevalece. Mas o filme não fala sobre a personagem interpretada por Alycia Pascual-Peña. O longa opta por priorizar o despertar interior de outra aluna. Isso permite uma abordagem menos agressiva sobre o assunto e a coisa mais próxima disso é a rebelião contra sua mãe e seu novo namorado.

A primeira razão de assistir ao filme é sabe encontrar o tom certo para explorar o tema, onde o espectador entende as pequenas coisas, principalmente no que diz respeito à personagem interpretada por Marcia Gay Harden. O meu ponto de vista é que ninguém consegue brilhar como, por exemplo, Kaitlyn Dever e Beanie Feldstein, que fizeram em Super Nerds ou Elsie Fisher em Oitava Série. Mas, Moxie mostra a importância do grupo e no geral, prevalece sobre o particular, e isso funcionou. Como sempre falo de músicas e Moxie tem uma trilha sonora ótima, recomendo a vocês ouvirem bem alto todas as músicas.

Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta -Netflix / Foto: Divulgação

Para finalizar, Moxie conta com um roteiro muito bem feito e com toda sua simplicidade e honestidade, além de nos motivar e emocionar ficamos preso a sua ótima história. Fica claro a identificação com as situações apresentadas e sentimos as emoções das personagens na própria pele.

Trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=tCPRe-FyuTc

Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta

9

Nota:

9.0/10

Prós

  • Reflexivo e necessário
  • Pela simplicidade de mostrar que juntas são bem mais forte
  • Tema profundo
  • Trilha sonora

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo