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PREDADORES ASSASSINOS | Quando os predadores assassinam o próprio filme (Crítica)

Com uma premissa interessante de misturar um filme de desastre com uma homenagem aos filmes exploitation de animais assassinos dos anos 80, Predadores Assassinos (Crawl) de 2019 falha em criar uma experiência marcante, para ao invés disso cair em clichês do gênero, como fotografia demasiadamente escura, jumpscares e monstros de CGI. O que faz algo que poderia ser incrível se tornar apenas mais um filme divertido, para ser esquecido depois. O diretor Alexandre Aja apenas usou sua experiência em filmes de suspense/terror para fazer mais do mesmo, e não saiu de sua zona de conforto.

Na história somos apresentados à protagonista Haley (Kaya Scodelario), que é uma atleta do time de natação de sua universidade e tem um relacionamento complicado com seu pai e ex-técnico Dave (Barry Pepper), em seguida o filme nos informa que o estado onde vivem está prestes a ser atingido por um furacão, fazendo Haley partir em busca de seu pai desaparecido em uma corrida contra o tempo e o clima.

(Imagem Promocional: Predadores Assassinos – Paramount Pictures)

A primeira parte da história funciona bem como filme de catástrofe, onde vemos uma filha procurando sozinha seu pai durante um furacão, em uma situação perigosa onde não haverá ajuda externa, e isso é o ponto alto do filme. Na sequência vemos uma mudança de foco quando Haley finalmente encontra seu pai e somos apresentados aos jacarés que dão titulo ao filme, a partir daí a história começa a cambalear e forçar situações apenas para tentar tornar os jacarés ainda mais ameaçadores que já são.

O filme pisa na bola ao utilizar uma fotografia escura de mais, onde as vezes fica até difícil entender o que estamos vendo. Sobre os efeitos visuais, podemos dizer que é uma experiência mista. Os efeitos relativos ao furacão e sua tempestade estão realmente bem feitos, porém os jacarés são feitos de forma grosseira em animação gráfica e para os padrões atuais já não convencem mais. Em relação a isso, temos inclusive um momento de comédia involuntária, quando a protagonista encontra algumas aranhas que somente quem nunca viu uma criaturinha dessas acreditaria serem reais. Quanto ao gore, ele está lá, com mutilações explicitas e rios de sangue.

(Imagem Promocional: Predadores Assassinos – Paramount Pictures)

Talvez um dos pontos altos do filme seja o som, que é muito bem trabalhado e se esforça para criar uma imersão no que estamos vendo, sendo as partes que envolvem o furacão e sua tempestade as mais competentes do filme, partes que envolvem mergulhos e cenas de baixo da água também estão muito boas e até mesmo os sons dos jacarés não deixam a desejar.

Quanto as atuações, você não verá nenhuma digna de Oscar neste filme. Porém a dinâmica entre entre pai e filha de  Haley e Dave funciona bem, e ao decorrer da história você acabará até se importando e até torcendo por eles. Ficando assim o ponto fraco da atuação para a forma como os personagens reagem aos ferimentos. Um exemplo disso é um dos personagens que acaba ferido na perna logo no começo do filme, e algumas cenas depois está andando, nadando e correndo como se nada tivesse acontecido.

(Imagem Promocional: Predadores Assassinos – Paramount Pictures)

Se Predadores Assassinos focasse mais no desastre e menos nos predadores, talvez poderia ter sido uma experiencia muito mais memorável e assustadora. De qualquer forma o filme segue fielmente a cartilha do gênero e deve agradar quem estiver procurando sem muita expectativa, apenas mais um filme de terror genérico. Se você gosta de filmes mais realistas ou impactantes, fique a vontade para procurar outro filme e ignorar esse.

Nota: 2,5 / 5

Trailer:


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