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SHAFT | Nostalgia, comédia e uma boa dose de ação raiz (Crítica)

Qualquer fã de filmes de ação raiz, daqueles onde temos um protagonista que chuta bundas durante todo o filme, no melhor estilo brucutu, como Sylvester Stallone, Arnold Shwarzenneger e Bruce Willys, com certeza é fã de Shaft.

A franquia, que se iniciou na década de 1970 com Richard Roundtree estrelando 3 filmes na pele de John Shaft, e posteriormente trouxe Samuel L. Jackson no ano de 2000 sabe o que esperar. Muita porrada e muito bandido apanhando.

Vamos começar com o trailer do filme:

A proposta desse novo Shaft lançado agora em 2019 pela Netflix, traz consigo aquela sensação nostálgica e boas lembranças da época onde esse gênero mais esteve em alta no cinema, principalmente nas décadas de 1970, 80 e 90, diferentemente de hoje, onde a grande onda são os filmes e séries baseados em HQs.

Aqui temos não somente um John Shaft, mas três, é isso mesmo, quase no estilo Multiverso, tão repercurtido nas produção baseadas principalmente no mundo dos quadrinhos. Só que a diferença é que os três pertencem a mesma realidade. Richard Roundtree retorna como John Shaft Senior, que é pai do John Shaft interpretado muito bem por Samuel L. Jackson, e temos seu filho, John Shaft Jr, ou JJ, interpretado por Jessie Usher.

Além desse fator nostálgico dos filmes de ação de outrora, Shaft traz também um elemento controverso, que por vezes agrada e por vezes decepciona quem está assistindo ao filme, que são os alívios cômicos, por vezes até mesmo na hora errada de acontecerem. Mas felizmente aqui, esses alívios mais ajudam do que atrapalham. Com algumas ótimas tiradas, principalmente por parte do grande Mr. Cool, que parece ter nascido para interpretar o Shaft.

A presença de Richard Roundtree e sua interação principalmente com Jackson também vale muito a pena ser vista e cai muito bem, surgindo dali diálogos naturais e muita química em cena entre os atores. Infelizmente Jessie Usher, que interpretou o mais novo Shaft do clã, não consegue manter o padrão dos dois veteranos, mas convenhamos, seria pedir demais que ele conseguisse. Só dele não atrapalhar no desenvolvimento geral do filme, não quebrando o ritmo da ação, já está de bom tamanho.

Sobre a trama, não há muito o que falar, tal qual Shaft traz a nostalgia da ação do cinema de décadas passadas, também temos um roteiro raso e que não demanda muito do espectador, trazendo inclusive vilões totalmente inexpressivos e que praticamente não trazem nenhuma sensação de perigo ao clã Shaft.

Shaft é sem dúvidas um filme a ser assistido, sendo uma das minhas grandes recomendações dentro do catálogo da Netflix. Seus pontos positivos e negativos caminham quase que lado a lado, pois muito vinculado a nostalgia do cinema de ação e porradaria que citei acima, também traz consigo os mesmos defeitos do gênero, que são sua trama muito rasa e que por vezes é deixada de lado durante as cenas de ação.

Nota: 3,5 / 5.

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William Peloso

Pai do Pedro, Flamenguista, administrador e redator do Protocolo XP, auxiliar fiscal, muito prazer, William! Foco dividido em diversas áreas de cultura nerd/pop/geek, navegando entre games, livros, filmes, séries, animes e quadrinhos e claro, grande fã de Harry Potter, da Marvel, DC, Xbox, Playstation, Nintendo e PC!

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