Crítica

SWEET TOOTH | Crítica da 1ª temporada

Baseada nos quadrinhos da DC e criada por Jeff Lemire, série produzida por Robert Downey Jr. surpreende!

Fantasia é um gênero que a Netflix vem trabalhando nos últimos anos e por isso que Sweet Tooth, que tem elementos de fantasia e foi adaptado de uma série de quadrinhos do selo Vertigo da DC Comics, que foi escrita por Jeff Lemire, acabou tendo uma boa aceitação, boa não, tudo ali é praticamente ótimo.

Sweet Tooth não é uma fantasia com frescuras e no seu universo não existem magos ou feitiços, fazendo com que a produção se enquadre na categoria de realismo mágico com sua construção de mundo sendo baseada no que sabemos sobre o que a história apresenta. Se você tem o nome de Robert Downey Jr. (Homem de Ferro) e sua esposa Susan ligado ao projeto, certamente isso chamará a atenção de muitos. O seu enredo se passa em um período onde um vírus mortal devastou o planeta e tirou a vida de milhões. O que é conhecido como “O Grande Esfacelamento”, que ecoa a dura realidade presente durante a pandemia da COVID-19.  

HRISTIAN CONVERY as GUS – SWEET TOOTH Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2021

Assim que a doença começa, os bebês nascem híbridos. Os recém-nascidos aparecem como uma mistura genética de humano e animal com alguns sendo mais humanos do que outros e vice-versa. O mistério entre “O Grande Esfacelamento” e os híbridos se desfaz a cada episódio. Mesmo com uma aparência de programa infantil, Sweet Tooth tem significados filosóficos e metafóricos profundos e às vezes obscuros com lições de vida essenciais sobre a capacidade de como os humanos tratam os animais, o meio ambiente e uns aos outros. 

Os elementos fundamentais do mundo real fluem para a narrativa com cuidado e consideração, com destaque ao protagonista, Gus (Christian Convery), um híbrido meio-humano (ele tem chifres e orelhas de cervo). Ele passou sua infância protegido do mundo exterior no Parque Nacional de Yellowstone com Pubba (Will Forte). Gus não consegue conter sua curiosidade inerente e faz a Pubba as grandes perguntas sobre de onde ele é ou onde sua mãe poderia estar. Como qualquer criança na adolescência, Gus anseia por exploração e o Parque Nacional de Yellowstone pode parecer o lugar certo para isso, mas o mundo pós-apocalíptico em Sweet Tooth não é seguro, especialmente para os híbridos. O perímetro cercado que Pubba orquestrou é a única casa que Gus conhece, e por um bom motivo.  

SWEET TOOTH (L to R) WILL FORTE as RICHARD and CHRISTIAN CONVERY as GUS in episode 105 of SWEET TOOTH Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2021

Pessoas como Pubba querem proteger os híbridos, mas outros os culpam pela doença. Uma das atuações de destaque de Sweet Tooth é o principal antagonista, General Abbot (Neil Sandilands). O general lidera um exército chamado “Os Últimos Homens”, uma coalizão militarizada que consiste em remanescentes do exército dos Estados Unidos e os forasteiros que se juntaram, tendo todos unidos em uma cruzada para caçar até o último híbrido que puderem encontrar. No meio de todo esse caos, um viajante chamado Jepperd (Nonso Anozie) aparece na vida de Gus, que o apelida de Grandão, tornando este momento onde a história de Sweet Tooth realmente começa, após uma abertura magnífica. 

Muitos outros aspectos do show além da história bem escrita exigem atenção. Cada local é de tirar o fôlego e os designs dos cenários são feitos com precisão. Não existe nada melhor do que a cinematografia apresentada com um alto nível de habilidade artística entre os efeitos práticos e gerados por computador, mas alguns desses efeitos podem deixar a desejar em alguns personagens, dando a sensação de algo fora do padrão. Cada ator dominou sua cena com tremendo entusiasmo e mostrou um desempenho de primeira classe. Sweet Tooth é bem ritmado, desdobrando-se em velocidade suficiente para mantê-lo envolvido, enquanto dá aos personagens e aos momentos da história tempo suficiente para respirar. A estrutura episódica o mantém entretido querendo continuar assistindo.

SWEET TOOTH (L to R) STEFANIA LAVIE OWEN as BECKY, CHRISTIAN CONVERY as GUS and NONSO ANOZIE as TOMMY JEPPERD in episode 105 of SWEET TOOTH Cr. COURTESY OF NETFLIX © 2021

No geral, a primeira temporada de Sweet Tooth está repleta de magia e maravilhas, sendo um conto de fadas sincero e enraizado em emoções humanas de alto risco. 

Sinopse:

Há dez anos, “O Grande Esfacelamento” causou estragos no mundo e levou ao misterioso surgimento de híbridos: bebês nascidos parte humanos, parte animais. Sem saber se os híbridos são a causa ou o resultado do vírus, muitos humanos os temem e caçam. Após uma década vivendo com segurança em sua casa isolada na floresta, Gus (Christian Convery), um menino-cervo acolhido, inesperadamente faz amizade com um viajante solitário chamado Jepperd (Nonso Anozie). Juntos, eles partem em uma aventura extraordinária pelas ruínas da América em busca de respostas: sobre as origens de Gus, o passado de Jepperd e o verdadeiro significado de um lar. Mas sua história é cheia de aliados e inimigos inesperados, e Gus logo aprende que o mundo exuberante e perigoso além da floresta é mais complexo do que ele imaginava. Baseada na série em quadrinhos da DC criada por Jeff Lemire, SWEET TOOTH tem produção executiva de Jim Mickle, Beth Schwartz, Robert Downey, Jr., Susan Downey, Amanda Burrell e Linda Moran.

Trailer:

Sweet Tooth (1º temporada)

9

Nota:

9.0/10

Prós

  • Elenco
  • História
  • Maquiagem
  • Produção

Contras

  • Efeitos especiais deixam a desejar em alguns personagens

Igor Ops

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

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