CríticaIgor

THE MANDALORIAN | Amor Fraternal! Capítulo 03: The Sin (Crítica)

Neste novo episódio dirigido por Deborah Chow e escrito por Jon FavreauThe Mandalorian continua insistindo em episódios com menos de 40 de minutos, mas aqui pelo menos a série parece ter definido seu caminho com este episódio que contém cenas mais claras e com momentos de ação mais frenéticos. Sem dúvidas que este é o melhor episódio até agora, tudo aqui é divertido e mostra um senso de amor fraternal do protagonista.

De início, o Mandaloriano que tinha recuperado o Baby Yoda daquele local que ele estava o entrega ao seu cliente imperial (Werner Herzog) e ao mesmo tempo descobrimos que o retorno do protagonista ao conclave Mandaloriano não é tão triunfante, pois o aço beskar do seu cliente é carimbado com o selo imperial, o mesmo que está pendurado em seu pescoço. Os Mandalorianos, assim como os Jedi, quase foram exterminados pelo Império e para quem tem dúvidas envolvendo o protagonista, aqui temos uma explicação clara sobre essa imponência misturada com mistério e ao retornar à sua própria família concede ao Mandaloriano uma revelação.

 Ele precisa resgatar Baby Yoda e o faz ao melhor estilo de filmes velhos oeste (bang-bang). A mudança de opinião não foi exatamente uma surpresa, mas o episódio fez um bom trabalho ao colocar pinos narrativos no lugar para mostrar exatamente por que ele fez isso e por que não fez isso antes. O Mandaloriano não pode ser um caçador de recompensas para sempre e levar a história. E no final, ele não está mais, ou pelo menos não naquele momento seguindo código de guilda dos caçadores de recompensas ao roubar “o precioso bem material” do pessoal daquela cantina. 

Precioso bem material chega a ser engraçado ao apontar para o Baby Yoda que conquistou a internet recentemente. Com um design fofo e um jeito apaixonante, o pequeno personagem passa para todos o porquê deste grande valor e neste episódio ele teve mais momentos fofos, como o Mandaloriano pegando a criança pela nuca e dando uma pequena bolinha da alavanca da sua nave para ele brincar. Baby Yoda está aqui para ficar e Pedro Pascal vende a parceria iniciada com maestria ao transmitir um equilíbrio perfeito entre irritável e resistente, que beira em um homem cansado que só pode gerar um amor fraterno com quem demonstre afeto por ele. Sua resposta no final do seu serviço em apenas querer outra tarefa em vez de uma conversa sobre a moralidade do que ele fez é uma concha para mascarar seu conflito, mas também é um efeito colateral potencial de se viver em uma grande economia. 

Mesmo sendo mais direto, o tempo do episódio permite que o enredo trabalhe em uma variedade de conflitos diferentes, sendo entre eles um dos melhores ocorreu dentro do complexo Mandaloriano. Agora sabemos o que significa nobreza e honra para os Mandalorianos, sabemos o que aconteceu para levá-los à clandestinidade e sabemos que ferir é tanto uma cerimônia religiosa quanto uma requisição. 

Por outro lado, tudo aqui se mantem como Star Wars raiz e o show não está planejando fazer declarações filosóficas para o seu público, na verdade as cenas de confronto do Mandaloriano, especialmente uma com o cientista cativo do cliente imperial, indicam que os produtores estão usando muitos materiais para desenvolver a série. Pois temos também um elemento de videogame na rigidez da escrita da história, toda vez que o Mandaloriano recebe uma nova armadura, é um nível de força em que ele está preparado para enfrentar em sua nova missão. Cada nível acima também desbloqueia a história de fundo e isso é um vislumbre suculento das Guerras Clônicas que explica por que os Mandalorianos não confiam em droides. 

O final é pura ação e a alternância entre efeitos práticos e CGI não compromete o produto final, pois aqui temos uma prova da estrutura e da confiança do programa que as apostas parecem reais. Ainda estamos em um planeta lamacento, quase indistinguível de qualquer outro. (Os flashbacks em particular se parecem com Jedha de Rogue One). Mas o lugar ganha mais caráter aqui em virtude dos outros caçadores de recompensas, que, ao que parece, também foram designados para encontrar o bebê. Pela natureza de sua busca para restaurar sua armadura, Mando veste seus ganhos na manga, literalmente. O ressentimento dos outros caçadores de recompensas e a sensação de desespero entre as pessoas que estão competindo pela mesma recompensa fazem com que a história do código dos caçadores de recompensas seja um papo furado.

No geral, fiquei impressionado com o ritmo e as cenas de ação neste episódio. A história está bem encaminhada e as motivações do Mandaloriano estão mais claras agora e sua caracterização colorida e distinta o suficiente de Boba Fett ou de outros Mandalorianos famosos nos passa que teremos bastante diversão um personagem que já conquistou os fãs da franquia Star Wars.


Leia as críticas dos primeiros episódios:

THE MANDALORIAN | Primeiras impressões sobre a primeira série em live-action da franquia Star Wars – Capítulo 01: Pilot

THE MANDALORIAN | A “Força” é poderosa, baby! – Capítulo 02: The Child


Gostou da matéria? Então dá aquela força, comenta e compartilha com seus amigos, curta, siga e fique ligado no Protocolo XP nas redes sociais.

Protocolo XP no Facebook

Protocolo XP no Twitter

Protocolo XP no Instagram

The Mandalorian - Capítulo 03: The Sin

9.5

Nota para o episódio:

9.5/10

Prós

  • Abordagem da História
  • Protagonista Misterioso
  • Uso da Mitologia Jedi
  • Efeitos Práticos
  • Baby Yoda

Contras

  • Duração do Episódio

Igor Ops

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo