Crítica

TITANS | A poderosa experiência de dois mundos! – Episódio #06: Conner (Crítica da 2ª Temporada)

Com nenhuma menção a ele desde sua grata aparição no final da primeira temporada, Conner Kent finalmente deu as caras na série com um ótimo episódio. Repetindo a cena final da temporada passada, vemos nesse episódio o clone de Lex Luthor / Superman, acompanhado de Krypto, o Super-Cão, se libertando do Cadmus Labs que é comandado por Luthor. 

O personagem segue em uma viagem de autodescoberta, inicialmente bem ingênuo, o jovem aprende a usar seus poderes, como controlá-lo quando ele explode de raiva ao usar esperançosamente, o lado bondoso do seu gene. 

O ator Joshua Orpin merece toda aclamação por sua boa atuação como Conner. Interpretar um adulto recém-nascido de uma experiência é um campo minado e Orpin consegue transmitir um personagem muito agradável, entregando uma seriedade que joga tão doce, mesmo quando ele está acidentalmente roubando a mulher que ele acabou de salvar. 

Suas cenas mais dramáticas ainda exigem nuances, mas eu acreditei em Conner, e ele transmite muito da moralidade inerente de Kal-El que compõe metade de seu DNA. O encantador cachorro Krypto também ajuda bastante na construção de Conner, essa dinâmica do garoto e seu cachorro fundamenta o novo personagem e dá a ele alguém para explorar esse novo mundo.

Mas a outra parte integrante deste episódio é Genevieve Angelson como Eve Watson, a geneticista líder do Cadmus. Angelson é bem crível em sua atuação e mostra que sua personagem se viu envolvida em uma situação que achava que poderia controlar e o comportamento antiético racionalizado serviu à sua própria ambição. Mas trabalhar para Luthor afeta a alma e ela está claramente lutando com demônios na forma de abuso de substâncias. No entanto, a performance de Angelson é perfeita desde a sua entrada depois de uma noitada, até sua evolução como figura materna de Conner. E ela é a mãe dele mesmo. 

Conner representa a redenção de Eva. Por mais que ela pareça se sacrificar para salvá-lo, Watson é igualmente salva pelo jovem super-herói, pois ele lhe deu a chance de fazer o que era certo. O humor entre o “adulto” bebendo vinho no café da manhã e o homem criança que diz que cheira a conhaque também é ótimo.

Embora não sejam vistos na tela, as presenças de Lex e Superman são sentidas ao longo do episódio. Eve estremece quando ela fala sobre Luthor, dizendo que Superman não sabe que Conner existe e que ele definitivamente não vai querer conhecer Lex. 

Conner sente Kal-El dentro dele, ele é atraído pelo símbolo do escudo do Superman que parece inatamente atraído para Metrópolis quando a vemos no horizonte. Outro ponto interessante foi vermos como Luthor impõe sua influência; a sua braço-direito Mercy Graves (Natalie Gumede) e Lionel Luthor (o excelente Peter MacNeill) servem para pintar um retrato do garoto que Lex era e do homem que ele se torna.  Esses pequenos toques acrescentam muita profundidade ao mundo dos Titãs. A série está elaborando uma narrativa que parece existir dentro de um DCU familiar, fazendo isso sem ter que se apoiar apenas em nomes.

Outro componente que realmente ficou bom no episódio é a exibição de poderes. Não obstante, no momento em que Krypto pegou o foguete, os poderes pareciam bastante sólidos. Aquele momento do Super-Cão foi superdivertido e vermos ao mesmo tempo o quão refrescante os poderes de Conner estejam no lugar. Ele usa várias habilidades tradicionais, mesmo que ainda não esteja voando.

A única parte que me deixou um pouco insatisfeito neste episódio foram os momentos finais em que ele entra na ação dos Titãs. O sincero apreço de Jason por ter sido salvo, e até o espanto de testemunhar os poderes do novo cara deixaram o ranzinza Robin um pouco humanizado. Mas o cliffhanger de Conner sendo baleado e Krypto sendo capturado acabou deixando o final um pouco anticlimático. 

Ainda assim este foi um bom episódio e quem sabe um dos melhores desta temporada. É uma forte introdução aos personagens em Titans compensa o fato de que esperamos tanto tempo na temporada por isso.


Nota para o episódio: 4 / 5

 


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Igor Ops

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

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