Crítica

UGLYDOLLS | Com excesso de cantorias, animação passa importante mensagem de inclusão! (Crítica)

Você provavelmente está se perguntando: 

“Será que realmente precisamos de outro filme de animação sobre brinquedos falantes?”

Nesse caso, a resposta é sim. UglyDolls não tem o impacto de Toy Story, o fator uau do primeiro LEGO Movie ou a algazarra de Trolls. Mas o veterano diretor de animação Kelly Asbury (“Shrek 2”, “Gnomeu e Julieta”, “Smurfs: A Vila Perdida”) criou a porta perfeita para que jovens espectadores assistam uma  boa animação.

UglyDolls é um ótimo primeiro filme no cinema para o público de 4 a 6 anos. Há muitas músicas animadas, personagens de cores vivas e uma história fácil de seguir. Mas Asbury, que foi trazido para o projeto há pouco mais de um ano, também é capaz de manter os adultos entretidos durante os 87 minutos do longa animado.

Foto: STX Entertainment

Estrelas da música pop internacional como Kelly Clarkson, Blake Shelton e Pitbull encabeçam o elenco de voz de UglyDolls, que, caso você não esteja familiarizado com a marca, é baseado em personagens que existem desde 2001. A Moxy de Clarkson é uma das muitas criaturas empalhadas e relegadas a viver em UglyVille. Todos os seres que vivem ali não percebem isso, mas são criaturas  imperfeitas e rejeitadas. Moxy é cheia de otimismo, pois ela acredita que todos os dias é o dia em que ela vai deixar UglyVille e se tornar a propriedade querida de uma criança humana e essa determinação leva ela e seus companheiros desajustados em uma missão. Eles logo aprenderão que ninguém é perfeito – e não é só isso, mas é ótimo! 

UglyDolls é dirigido pela música. Para nós brasileiros poderá parecer irritante e exagerado o excesso de músicas inicialmente, mas isso é o carro-chefe da produção que nos mostra uma bela música de abertura para o filme, e músicas pop originais de Christopher Lennertz e Glenn Slater nos guiam por toda parte. A história fica desnecessariamente complicada no ato final, com uma leve reviravolta que poderá confundir os pequenos. A música (e cena) do showcase apresenta Moxy e a boneca humana Mandy. Tanto Clarkson quanto Janelle Monáe brilham no dueto de Unbreakable. É inesquecível.

Foto: STX Entertainment

Nick Jonas dubla um boneco humano masculino e egocêntrico que é o líder do mundo perfeito das bonecas. Ele é o personagem mais típico e sem graça do conjunto. Entretanto, sobre espaço ainda para os prós em voz ativa das experientes Wanda Sykes, Jane Lynch e Rob Riggle que completam o elenco cheio de estrelas.

O roteiro inclui algumas tentativas sutis de humor. Mas onde UglyDolls realmente se sobressai é com suas mensagens de inclusão, esperança, aceitação e, acima de tudo, que não existe tal coisa como perfeição. Como Pitbull recentemente pregou durante uma aparição em “Live with Kelly e Ryan”, Ugly na verdade significa “U Gotta Love Yourself”. E “Broken and Beautiful”, de Clarkson, é a música perfeita para os créditos finais. O tom doce, sincero e significativo de UglyDolls vai fazer você sorrir o tempo todo. 


Trailer:


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Uglydolls

7

Nota para o filme:

7.0/10

Prós

  • História
  • Mensagem de inclusão
  • Dublagem

Contras

  • Excesso de cantorias
  • Enredo Lento para o Público Infantil

Igor Ops

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

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