Crítica

VIRANDO O JOGO DOS CAMPEÕES | Crítica da 1° temporada

Série no Disney+ traz a essência dos Patos originais

Quase 30 anos após o primeiro filme, Nós Somos os Campeões, a inédita produção do Disney+, Virando o Jogo dos Campeões capta perfeitamente o espírito dos filmes originais, o que quer dizer que é um pouco extravagante, um pouco sentimental e muito divertida.

Para aqueles que não estão a par da história dos Patos, a equipe traça suas origens no primeiro filme em 1992, quando o advogado Gordon Bombay (Emilio Estevez) é preso e forçado a trabalhar em serviço comunitário treinando um grupo desorganizado de desajustados em uma cidadezinha de Minnesota. Esse grupo de crianças então se torna a Equipe dos EUA na sequência de 1994, antes de irem para a faculdade no terceiro filme de 1996. 25 anos depois, os Patos se tornaram uma potência do hóquei juvenil de Minnesota, incorporando a atitude de vencer é tudo contra a qual o time original sempre lutou.

Virando o Jogo dos Campeões / Disney+ – Foto: Divulgação

Quando um dos jogadores dos Patos, Evan Morrow (Brady Noon), é cortado do time por não poder treinar na entressafra com treinadores particulares e por dedicar todo o seu tempo livre para melhorar no hóquei pelo bem da equipe, sua mãe, Alex (Lauren Graham), decide começar um novo time de hóquei para todas as outras crianças que não se encaixam perfeitamente, sob o lema “Trazemos diversão de volta”. Eles se autodenominam como o time “Nem Tenta”, depois de ouvirem do treinador dos Patos que nem deveriam tentar competir.

Precisando de uma arena para o novo time, Alex se depara com o Palácio de Gelo, um rinque de corrida administrado pelo próprio Gordon Bombay, que passou por tempos difíceis nas últimas décadas depois de quebrar algumas regras de recrutamento enquanto servia como técnico universitário em algum ponto. Gordon Bombay afirma estar cansado de hóquei e crianças e só permite que o Nem Tenta use o rinque porque ele precisa do dinheiro deles para continuar no negócio. Logo, Alex e a equipe ajudam Gordon Bombay a redescobrir a paixão pelo jogo que ele não conhecia desde que era o treinador dos Patos há tantos anos. A primeira temporada do show, que consiste em 10 episódios, traz uma série de personagens memoráveis ​​que, como a maioria dos personagens da franquia, têm muitas peculiaridades que se traduzem em habilidades não convencionais no hóquei.

As histórias são sobre o que se pode esperar de um show como este. A nova equipe precisa recrutar jogadores e aprender a jogar juntos. Quando eles começam a vencer, Alex deixa isso ir à sua cabeça e começa a adotar as mesmas táticas de treinamento das quais eles queriam se afastar. E Gordon Bombay recebe a visita de alguns dos jogadores originais dos Patos para despertar a nostalgia dos fãs e lembrar a todos pelo que estão jogando, o espírito dos Patos. O show é repleto de referências aos filmes originais e outras mais sutis, o que deve agradar aos fãs de longa data, sem confundir os novos espectadores. Embora não seja muito difícil verificar a trilogia antes de mergulhar no show, já que os filmes estão no Disney + também.

Virando o Jogo dos Campeões / Disney+ – Foto: Divulgação

Entre as melhores piadas relacionadas aos filmes temos em relação aos Hawks, o time de vilões do filme original, agora é o pior time da liga antes do Não Tenta entrar. E a música faz uso liberal do tema clássico dos filmes antigos da franquia, fora ainda que assim como os filmes, o show meio que distorce a semântica e as regras das ligas juvenis por causa da história. Por exemplo, as equipes aparentemente têm permissão para roubar jogadores de equipes rivais, o que na maioria das ligas é chamado de adulteração e é ilegal. Mas o programa também faz referências a eventos passados ​​que levantam algumas questões por não corresponderem ao que estava nos filmes, como a carreira de Gordon Bombay no hóquei após o primeiro filme. Além disso, as referências aos Patos originais incluem jogadores que não estavam no primeiro filme, mas foram introduzidos nas sequências.

A série passou por alguns clichês esportivos e felizmente os roteiristas fizeram alguns desvios para tornar o final da primeira temporada um pouco mais interessante. O final potencialmente abre a série para uma segunda temporada, mas se a produção tivesse sido uma minissérie e o episódio 10 fosse um series finale, eu acho que deixaria todos os personagens com um bom encerramento. “Virando o Jogo dos Campeões” tem sido uma série com alguns grandes momentos e que geralmente sofre de problemas de ritmo. Fora ainda que primeira temporada se encerra de forma positiva e existem alguns momentos divertidos que tornaram a série emocionante e agradável. O episódio 10 em especial foi incrível, mas é uma pena que as histórias de alguns personagens tenham demorado um pouco para se desenvolver. Mesmo assim este episódio foi perfeitamente bom, embora um pouco previsível.

Virando o Jogo dos Campeões / Disney+ – Foto: Divulgação

No geral, a série entregou exatamente o que prometia, pois o show balanceou bem a essência dos Patos antigos e conseguiu passar o bastão para uma nova geração com alguns acenos para os filmes antigos, o que aconteceu de forma primorosa. 

Trailer:

Virando o Jogo dos Campeões

9

Nota:

9.0/10

Prós

  • Elenco
  • Saudosismo com os filmes dos anos 90
  • Produção
  • História
  • Easter eggs

Contras

  • Clichês esportivos

Igor Ops

Professor de Biologia e Educação Física Escolar, amante de praticamente tudo do mundo nerd e lunático pela 7º Arte. Gosta da Marvel mas não tem vergonha de revelar para todos o seu amor platônico pela DC Comics e odeia a briga boba entre marvetes e dcnautas.

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