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STREET FIGHTER 2 | 30 anos de um jogo revolucionário

O pai dos jogos de luta é lembrado até hoje como um game que fez história!

Em 1991 a Capcom resolveu lançar a sequência de Street Fighter, como a sequência foi toda modificada para chegar no produto final, nós da equipe do Protocolo XP resolvemos prestigiar o game e toda essa franquia que revolucionou o mundo dos videogames.

Caso muitos não saibam, mas Final Fight inicialmente se chamaria Street Fighter 87, pois ela seria uma sequência direta do primeiro jogo, porém, como o jogo mudou radicalmente a Capcom pra não jogar o projeto fora, lançou como outro jogo fazendo parte de um mesmo universo, algo que foi se interligando em Street Fighter Alpha.

Uma outra grande mudança foi o arcade mesmo, em Street Fighter 1 o arcade era uma máquina com 2 botões híbridos, no qual a força do golpe vinha com a força com a qual se batia no botão, entretanto, como muitas crianças estavam se machucando eles criaram uma máquina com 6 botões (3 de soco e 3 de chute).

Para diferenciar como um novo jogo, Street Fighter 2 inicialmente vem com 8 personagens e cada um de um país diferente, Ken é dos Estados Unidos da América, Ryu é do Japão, E.Honda é do Japão também, Chun Li é da China, Dalshin é da  Índia, Zangief é da União Soviética (depois mudaram pra Rússia), Guile é dos Estados Unidos da América também e Blanka é do Brasil. O mais legal é o fato de terem um personagem brasileiro numa época em que Brasil mal era lembrado de algo. O nome do personagem era Carlos Blanka, depois foi descoberto que seu nome era Jimmy e quando criança ele ficou verde e com poderes elétricos, pois ele comia muito clorofila e arraia na floresta amazônica.

A primeira versão do jogo inicia com os 8 personagens e quando você termina aparece no mapa os 4 vilões da Shadow Loo, M.Bison/Balrog um boxeador dos Estados Unidos da América, Balrog/Vega um Toureiro da Espanha. Sagat da Tailândia que além de ser o vilão do primeiro jogo esta atrás de vingança contra Ryu e por último Vega/M.Bison, o organizador do torneio World Warriors e o chefão da Shadow Loo. Na época a Capcom homenageou Mike Tyson ao fazer o M.Bison no Japão, quando o jogo chegou aos Estados Unidos e com medo de processo eles mudaram os nomes desses três personagens (que eu coloquei anteriormente os nomes em japonês e americano). Recentemente em seu podcast, Mike Tyson achou os personagens super parecidos com ele e quando lhe explicaram ele ficou triste por não terem falado com ele, pois o boxeador adorou a homenagem. Ou seja depois de 29 anos, Mike Tyson descobriu e falou que nunca processou a empresa pela bela homenagem.

Nos dias de hoje o pessoal reclama muito de DLC, que a Capcom lança dos atuais jogos de Street Fighter, é porque não viveram a época, primeiro só saiu o SF2, depois saiu a versão que você escolhe os 4 vilões, depois o SF Turbo, depois o Super Street Fighter que veio com adição de mais 4 personagens como o Fei Long de Hong Kong, Cammy da Inglaterra, T.Hawk que é um índio e Dee Jay que é um Jamaicano que entra no torneio de luta para ser o melhor cantor do mundo(what?), e por causa de um erro de tradução na fala de Ryu criou-se a lenda de Shen Long, ele falava quando vencia que você não pode derrotar meu shoryuken, porém, em inglês ficou você não pode derrotar o Shen Long.

Revistas da época criaram a lenda que se você der perfect em todos os personagens quando chegar a luta contra M.Bison, ele seria derrotado e a luta seria contra Shen Long. Já em Super Street Fighter 2 Turbo se seguisse essa regra a outra seria contra Gouki/Akuma, nenhum jogo até então havia pego uma brincadeira de 1 de Abril para introduzir um personagem novo e icônico nos mundos dos jogos.

E uma última informação é que esse jogo foi tão icônico que temos em vários videogames da época e isso inclui o Master System que teve a sua versão somente aqui no Brasil pela Tectoy, depois saiu uma versão HD para a geração PlayStation 3/Xbox 360, e recentemente tivemos uma versão para o Nintendo Switch, que tem o Violent Ken, que são rolos das histórias do jogo que só enriquece ainda mais a jogatina, e claro o final do Zangief, onde ele dança com o Bobochev, que era o presidente da U.R.S.S.( Rússia).

O que eu tenho a falar que até hoje eu sou apaixonado por esse jogo e pela franquia em si, tanto que o toque do meu celular é a música da tela do Guile e do Ken (cada chip uma musica). O game é tão vibrante com sua trilha sonora quase perfeita e para mim esse jogo faz parte do panteão de lenda dos videogames.

Marcos Serafim

Um jovem amante de Tokusatsu há 30 anos, apaixonado por games, Dragon Ball e Zohan

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