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DEATH NOTE: JUSTICE OR EVIL | A saga retorna de graça e com a mesma genialidade (Resenha)

Salve, eu sou Marcos Neves, um dos mestres dos games e do terror. Um dos, por que o verdadeiro mestre brasileiro nos deixou recentemente (19/02/2020). O grande Zé do Caixão acabou falecendo para ensinar o que ele sabe em outro plano de existência. Tenho orgulho de dizer Zé que sou seu discípulo e nós continuaremos seu grande trabalho. Fica aqui a minha homenagem e meus pêsames a família desse pioneiro do espanto e da fantasia.

O mundo do terror tem mostrado cada vez mais que o estilo tem muito, muito mesmo pra mostrar. Há anos atrás uma história com elementos de noir policial, terror e misticismo, tomou as bancas do mundo todo. Corporações do mal? Não. Cultos apocalípticos? Também não. Um mal ancestral? Talvez. Mas na mão de alguém que você jamais iria imaginar.

Assim é Death Note (Shueisha, 2003-2006, Tsugumi Ohba) o caderno das trevas que dá poder a QUALQUER UM, eu disse qualquer um de decidir sobre a vida ou a morte das pessoas. Criação do genial Tsugumi Ohba, um roteirista japonês que usa um nick ou pseudônimo e que também é criador dos mangás Bakuman e Platinum End, dois grandes sucessos no Japão. Ohba teria a peculiaridade de colecionar xícaras e se sentar da mesma forma que o personagem L, uma de suas maiores criações.

A resenha não é pra falar do grande Death Note mas sim do seu “final” no que se pode chamar de Kirauniverse. Estou falando do 0800 (sim, É GRÁTIS), novo capítulo que explica um pouco mais sobre o final da série (fico devendo uma análise mais detalhada desse mangá fantástico no futuro), chamado Death Note: Justice or Evil (Independente, Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, 2020) onde temos um novo e surpreendente novo dono para o caderno do mal.

Trata-se do estudante Minoru Tanaka, inteligente mas não como o astuto e megalomaníaco Light Yagami, que se tornou uma lenda após limpar o Japão dos criminosos e se tornar a justiça divina, o primeiro Kira. Minoru é mais pragmático, e com toda a odisséia em torno da captura do primeiro Kira, feita pelo discípulo de L, o garoto Near, sabe que o caderno se tornou um fardo para quem o pegasse, tendo sido escolhido por Ryuk, o shinigami que estava sofrendo por causa do vício em maçãs.

Minoru tem uma ideia única, manda Ryuk retornar em dois anos e a partir de uma jogada incrível com o auxílio da tv que tornou Kira uma celebridade, anuncia uma venda do caderno. Near começa a caçada, denominando Minoru de A-Kira e tentando através de todo o seu máquinário de segurança (que deixaria o morcego e Stark com inveja) rastrear o novo dono do caderno que faz o maior leilão online e televisivo da história.

Como não vou contar spoilers (afinal como eu disse, é 0800, já há uma versão em scan e traduzida na internet) posso dizer que é uma continuidade genial para a história, aprofunda ainda mais o mito de Kira, e Ohba aproveita pra fazer uma sincera crítica sobre a política mundial e as nações com o controle do mundo. É simplesmente um dos eventos desse ano e imperdível.

Benção? Ou maldição?

Death Note: Justice or Evil

10

Nota para o mangá:

10.0/10

Prós

  • Continua a história de onde parou
  • Novos personagens que realmente trazem algo de novo
  • O final é épico, com uma visão punk da política mundial

Contras

  • Nenhum

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