Protocolo Gamer

PROTOCOLO GAMER | Como os video-games de 16-bits marcaram uma geração

Muito antes de nos aventurarmos através de televisões com resolução altíssima, antes dos jogos serem definidos como bons ou ruins por diversos “jogadores” somente por seus gráficos, antes de termos uma grande facilidade em “zerar” os grandes lançamentos do mundo dos games devido a saves e checkpoints constantes, antes disso tudo, houve uma época onde o mais importante nos jogos era a diversão e que terminar um jogo significava realmente que o jogador se dedicou de fato a sua jogatina!

Nos primórdios do mundo gamer, quando gastávamos horas e horas nos fliperamas, ou em volta de uma TV de 14 polegadas com os amigos, os jogos eram muito mais cativantes e difíceis que a grande maioria de hoje em dia. Calma lá, jovem, antes de vir com pedras para tacar, obviamente existem exceções para essa regra, tanto que jogos que se mostram um pouco mais difíceis acabam tendo essa característica altamente apontada, como a série Dark Souls, e claro, existem muitos jogos realmente divertidos hoje em dia.

Não quero fazer aqui o papel de conservador que só gosta dos clássicos, longe disso! Só quero mostrar a vocês que muitos debates de hoje em dia na comunidade gamer beiram o ridículo, inclusive nos levando a chamar diversas pessoas pejorativamente como “gamer nutella”.

Para relembrar esse saudoso tempo, resolvi trazer do fundo da memória os meus queridos video-games de 16-bits, ou a chamada quarta-geração de consoles, que tem como principais expoentes, os sensacionais Super Nintendo, que vendeu cerca de 49 milhões de unidades e o Sega Mega Drive, que teve vendas na casa das 29 milhões de unidades, e tivemos uma grande popularização dos consoles portáteis, com o lançamento do Game Boy pela Nintendo, que vendeu incríveis 118 milhões de unidades.

Uma parte dessa recordação, já comecei na em matéria anterior, onde listei alguns dos melhores jogos do Super Nintendo, fazendo um pequeno Top 10 que deixou de fora diversos excelentes games.

Bom, agora falando um pouco sobre a importância desses consoles. Para muitos, inclusive este que vos escreve, a porta de entrada para o mundo dos jogos eletrônicos, se deu por um 16-bits, no caso um Super Nintendo. Era uma época mais simples, mas nem por isso tranquila. Os jogos eram muito caros (ainda são não é mesmo?!), e a solução era correr na locadora às sextas-feiras para garantir a jogatina no fim de semana. A batalha era ferrenha para conseguir alugar os principais jogos.

Mesmo com capacidade gráfica e sonora muito inferior aos jogos atuais, ainda me pego explorando esgotos com o encanador bigodudo Mario, caçando bananas com Dixie e Kiddy, e explorando ao lado de Crono. Por falar nele, o que dizer deste que é um dos melhores RPG’s desenvolvidos na história?

E digo isso com propriedade, pois a equipe envolvida nesse projeto coloca qualquer outra no chinelo. Temos vindo diretamente de Final Fantasy, o produtor  Hironobu Sakaguchi e o compositor Nobuo Uematsu, de Dragon Quest o produtor  Yuji Horii, e na criação dos personagens, ninguém menos que Akira Toriyama. Tem como algo dar errado aqui???

Muitos dos gamers com certeza passou a sua infância ao redor desses consoles, e seus jogos são relembrados até hoje. Já fomos pilotos de corrida, aventureiros, grandes estrelas do futebol mundial, cowboys do espaço, lutadores de rua, enfim, os consoles 16-bits com certeza foram a nossa porta de entrada para esse fantástico mundo.

O que eu quero dizer com isso tudo? Somando a nossa memória nostálgica, com a qualidade do que foi produzido nesse período, considerado por muitos como A Era de Ouro dos Vídeo-Games, percebemos que os consoles 16-bits, de fato marcaram toda uma geração.


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William Peloso

Pai do Pedro, Flamenguista, administrador e redator do Protocolo XP, auxiliar fiscal, muito prazer, William! Foco dividido em diversas áreas de cultura nerd/pop/geek, navegando entre games, livros, filmes, séries, animes e quadrinhos e claro, grande fã de Harry Potter, da Marvel, DC, Xbox, Playstation, Nintendo e PC!

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