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SHENMUE III | Uma passagem de volta no tempo (Review)

Em dezembro de 1999 era lançado para o Sega Dreamcast o primeiro Shenmue. Chamando a atenção de todos por seu ambicioso design de mundo aberto, quick time events e história com ar cinematográfico. Apesar de todo o sucesso de crítica do game e seu sucessor, Shenmue II, os fãs tiveram que aguardar mais de 15 anos por uma continuação. Isso até o final de 2019, quando finalmente tivemos o retorno da aguardada e até então incompleta, saga de Ryo Hazuki, em busca de vingança pela morte de seu pai. Shenmue III foi lançado em 19 de dezembro de 2019 para PC e Playstation 4, desenvolvido pela Ys Net e distribuído pela Deep Silver.

(Imagem Promocional: Shenmue III – Deep Silver)

A história de Shenmue III inicia exatamente onde a história de Shenmue II terminou. Então o resumo a seguir será mais genérico do que de costume para evitar spoilers desnecessários para quem ainda não jogou os dois primeiros jogos da série, que são mais que recomendados e estão disponíveis na forma de remaster para as principais plataformas modernas. Em resumo continuamos controlando o progonista da história Ryo Hazuki, na busca pela vingança contra o homem que matou seu pai bem na sua frente, e também para desvendar o mistério de um artefato que sua família protegia a gerações.

Na parte da jogabilidade, Shenmue III segue os mesmos padrões dos games anteriores. O que é quase uma carta de amor aos fãs que aguardaram tanto tempo por essa sequência, e ao mesmo tempo é um tiro no pé. Pois desde o lançamento de Shenmue II quase vinte anos se passaram, e esquemas de controle e jogabilidade evoluíram e foram sendo refinados ao logo desse tempo. O produto final dessa escolha de controles, é uma jogabilidade travada onde mesmo assim se tem a impressão que sobram botões de mais nos controles sem uma função clara.

(Imagem Promocional: Shenmue III – Deep Silver)

Graficamente o jogo é simples porém bem executado, é importante ter a consciência de que Shenmue III teve a maior parte de seu desenvolvimento custeado por campanhas de financiamento coletivo. Então seria de uma grande injustiça querer comparar games AAA com orçamentos milionários com um jogo que praticamente foi pago pelos fãs da série. Mesmo assim o jogo tem gráficos simples, que não chegam a ser feios e abraçam a estética que a franquia sempre seguiu, mais uma vez quase sem evoluções.

Quanto ao áudio do jogo, Shenmue III tem muitos diálogos, sendo uma característica da franquia trocar uma ideia com todos os NPCs que o jogador encontrar em busca de pistas sobre o que fazer a seguir e tentar entender quando e para onde ir. Os diálogos do jogo estão em inglês sem dublagem em português, mas o game tem legendas em português brasileiro, bem como todos os textos do game também parecem traduzidos. O fato do jogo depender tanto de conversas e não ter uma dublagem pode ser uma experiência cansativa para algumas pessoas, mas para quem jogou os games anteriores na época, a legenda traduzida já é uma novidade bem-vinda.

(Imagem Promocional: Shenmue III – Deep Silver)

Shenmue III é um presente aos fãs que aguardaram sem perder a fé no lançamento de uma sequência de um jogo com mais de 15 anos. Mesmo assim suas mecânicas já parecem ultrapassadas e obsoletas depois de tantos jogos de mundo aberto terem buscado inspiração na franquia enquanto ao mesmo tempo atualizavam e optimizavam mecânicas e design. Dito isso, fica a recomendação do jogo para aqueles que jogaram os jogos anteriores, para os fãs de jogos antigos e para todos que se importam mais com uma narrativa cativante do que com gráficos de última geração.

Trailer:

Shenmue III

7

Nota

7.0/10

Prós

  • Sequencia fiel aos antecessores
  • Expande o mundo jogo
  • Primeiro jogo da série lançado com textos traduzidos em português

Contras

  • Apegado de mais ao passado
  • mecânicas e design ultrapassados e obsoletos
  • Perdeu a chance de encerrar a história principal

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